Atualmente, os equipamentos mais utilizados são os irradiadores de cobalto 60. Esses equipamentos consistem numa fonte de cobalto 60 instalada num "bunker", ou seja, uma câmara de irradiação cujas paredes são blindagens de concreto. Essa fonte, quando não está em operação, fica armazenada numa piscina (poço) com água tratada, revestida por um "liner" ( revestimento) de aço inox, no interior da blindagem.
Os alimentos a serem irradiados são colocados em "containers" e através de um monotrilho são conduzidos para o interior da câmara de irradiação, onde recebem a dose programada de radiação gama. Operadores qualificados controlam e monitoram eletronicamente a fonte de radiação e o tratamento dos produtos, através de um console situado fora da câmara de irradiação.
Para conduzir as operações, necessita-se de um operador (nível médio), carregadores (nível básico), um segurança (nível básico) e dois supervisores de proteção radiológica (nível superior e qualificado pela CNEN - Comissão Nacional de Energia Nuclear). Todos os trabalhadores devem ser treinados.
O irradiador de grande porte é um equipamento empregado na esterilização e tratamento de alimentos “in natura” e industrializados, com o intuito de conservar e, conseqüentemente, aumentar a vida útil do produto.
Fonte: http://www.cena.usp.br/irradiacao/equipamentos.htm
segunda-feira, 14 de junho de 2010
domingo, 13 de junho de 2010
Irradiação no futuro
A tendência é a difusão da tecnologia, principalmente nos países que possuem uma economia agrícola importante, como é o caso brasileiro. Além disso, restrições a diversos produtos químicos usados no pós-colheita e na indústria de alimentos tendem a aumentar.Certamente, esta tecnologia tem adversários e alguns verdadeiros inimigos neste mundo comercial, cada vez mais globalizado.Não tenham dúvida, nós também seríamos seus ferrenhos adversários se também fossemos produtores ou agentes comerciais de produtos agrícolas estabelecidos em algum lugar acima da Linha do Equador.Isso porque a irradiação é a única técnica de tratamento pós-colheita que permite o transporte de batata, cebola, alho, gengibre, inhame, mandioca e muitas frutas, in natura ou processados, para longasdistâncias, em condições menos dispendiosas. Isso, em outras palavras, significa que temos a real possibilidade de exportarmos todos esses produtos para os mercados de países ditos desenvolvidose vendê-los a um preço imbatível.
Fonte: http://www.abbabatatabrasileira.com.br/revista04_013.htm
Fonte: http://www.abbabatatabrasileira.com.br/revista04_013.htm
Mas por que, a despeito das vantagens inerentes à tecnologia da irradiação, não ocorreu a universalização da sua utilização?
• primeiramente, a tecnologia de aplicação sempre foi segredo industrial de grande valor estratégico para alguns governos, principalmente em países desenvolvidos cuja agricultura tem custos bemmais elevados que a do Brasil, por exemplo.
• o segundo aspecto a ser considerado é o fato que os irradiadores são instalações de elevados custos e exigem operadores de alto grau de conhecimento técnico e científico.
Fonte:http://www.abbabatatabrasileira.com.br/revista04_013.htm
• o segundo aspecto a ser considerado é o fato que os irradiadores são instalações de elevados custos e exigem operadores de alto grau de conhecimento técnico e científico.
Fonte:http://www.abbabatatabrasileira.com.br/revista04_013.htm
Vantagens da irradiação dos alimentos
- É um processo a frio que pode descontaminar alimentos congelados sem causar efeitos indesejáveis em sua propriedades organolépticas e físico-químicas.
- Como a radiação tem elevado poder de penetração, o processo pode ser usado para tratar uma grande variedade de alimentos, numa considerável faixa de tamanhos e formas, com pouca ou nenhuma manipulação ou processamento
- Pode facilitar a distribuição e venda de frutas frescas, vegetais e carnes pelo aumento da vida útil desses produtos, sem alterar a sua qualidade
- Pode substituir os tratamentos químicos que deixam resíduos nos alimentos
- No caso de produtos avícolas, a irradiação oferece um método de custo efetivo para garantir ao consumidor proteção contra doenças transmitidas por alimentos, principalmente salmonelose e campilobacteriose
- Permite atingir organismos (ovos e larvas de insetos, vermes, etc) dentro dos alimentos
Fonte: http://www.engalimentos.com.br/post/2006/03/30/efeitos_da_irradiacao_nos_alimentos.aspx
Dificuldades na comercialização
Apesar de toda aprovação e controle no emprego da irradiação, diversas barreiras ainda persistem e impedem que os alimentos irradiados alcancem a completa comercialização. Na verdade, não são barreiras de natureza técnica ou científica, mas relacionadas ao custo de sua utilização e de aceitação pelo consumidor.
Em função disso, atitudes deverão ser implementadas começando pela conscientização dos consumidores em relação à segurança e benefícios obtidos por esta técnica e passando também por um estreitamento nas relações entre o governo e as indústrias do setor, que precisam ser fortalecidas.
A falta de informação sobre o método colabora para um posicionamento de repulsa diante dos alimentos tratados por esta nova tecnologia. Também em relação a indentificação do alimento irradiado, muitos consumidores não sabem diferenciar um alimento irradiado de um alimento não-irradiado, pois desconhecem o símbolo do alimento irradiado, a radura.
A falta de informação sobre o método colabora para um posicionamento de repulsa diante dos alimentos tratados por esta nova tecnologia. Também em relação a indentificação do alimento irradiado, muitos consumidores não sabem diferenciar um alimento irradiado de um alimento não-irradiado, pois desconhecem o símbolo do alimento irradiado, a radura.

Pesquisas no Brasil e a Legislação
No Brasil, as primeiras pesquisas com irradiação de alimentos foram feitas da década de 50, pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena), em Piracicaba (SP). Mesmo com a permissão, em 1985, do uso da irradiação para conservação de alimentos, os estudos se restringiram quase que exclusivamente às instituições de pesquisas, uma vez que o País contava com um número restrito de especialistas.
A legislação brasileira segue as recomendações internacionais sugeridas pela Food and Agriculture Organization (FAO), Internatinal Atomic Energy Agengy (IAEA) e Codex Alimentarium, da ONU. Atualmente, todas as normas para o emprego desta tecnologia estão descritas na Resolução nº 21, segundo a qual, qualquer alimento pode ser irradiado desde que sejam observados os limites mínimos e máximos da dosagem aplicada, sendo que a dose mínima deve ser suficiente para alcançar a finalidade pretendida e a máxima, inferior àquela que comprometeria as propriedades funcionais e/ou atributos sensoriais do alimento.
A legislação brasileira segue as recomendações internacionais sugeridas pela Food and Agriculture Organization (FAO), Internatinal Atomic Energy Agengy (IAEA) e Codex Alimentarium, da ONU. Atualmente, todas as normas para o emprego desta tecnologia estão descritas na Resolução nº 21, segundo a qual, qualquer alimento pode ser irradiado desde que sejam observados os limites mínimos e máximos da dosagem aplicada, sendo que a dose mínima deve ser suficiente para alcançar a finalidade pretendida e a máxima, inferior àquela que comprometeria as propriedades funcionais e/ou atributos sensoriais do alimento.
terça-feira, 8 de junho de 2010
O que é irradiação dos alimentos?
O mérito da irradiação está em sua capacidade de destruir microorganismos patogênicos e deteriorantes presentes nos alimentos. É empregada, ainda, para eliminar insetos e retardar o processo germinativo em produtos vegetais. Desta forma, há um aumento na segurança dos alimentos destinados ao consumo humano e uma redução nas perdas causadas por deterioração. A irradiação é um processo físico que vem sendo estudado há vários anos, tendo o seu emprego regulamentado pelo Food and Drug Adminstration (FDA) desde 1963, para farinha de trigo e trigo destinados à alimentação humana, e suas aplicações têm sido guiadas sob as regras das Boas Práticas de Fabricação (BPF's). Posteriormente, nas décadas de 80 e 90, novas regulamentações surgiram com intuito de estender a utilização desta tecnologia para outros alimentos.
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